quarta-feira, 9 de maio de 2012

Com os Olhos no Futuro

 Citei em minha última postagem,"Um Lugar de Mato Verde", que estou me preparando para tornar minha pequena  propriedade rural mais produtiva.
Frequento, há alguns meses,  O Programa Pro Leite, um curso realizado pelo SENAR ( Serviço Nacional de Aprendizagem Rural ),  uma Entidade de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos.                      



Terá duração de 10 meses, com duas aulas semanais, práticas e teóricas.
O convite para participar deste evento partiu do Sindicato Rural de Lorena e Piquete, do qual sou associada, através do coordenador dos cursos de capacitação do SENAR, Talles Henrique. Além do conhecimento adquirido, temos a oportunidade de conquistar novas amizades e trocar experiências com diversas pessoas, quem sabe até, surjam parcerias desta integração.


  

O Pro Leite é formado por XVI módulos:
I- Planejamento e gerenciamento de propriedades leiteiras;
II- Cana de açúcar- Formação do canavial;
III- Manejo intensivo de pastagens
IV- Irrigação de pastagens;
V- Manejo de canavial;
VI- Cerca elétrica;
VII- Pastagem de Inverno;
VIII- Alimentação;
IX- Colheita e utilização da cana na alimentação;
X- Sanidade;
XI- Manejo de ordenha e qualidade do leite;
XII- Formação de pastagens;
XIII- Manejo de vacas e touros;
XIV- Manejo de pastagens;
XV- Manejo reprodutivo;
XVI- Manejo de bezerras e novilhas.                                                                                                                     




                                                                                                  




     
Pastagem rotacionada com capim Mombaça
Nestes primeiros meses nosso instrutor, o engenheiro agrônomo José Renato Carvalho Moreira, mostrou- nos:

-A importância do planejamento das ações a serem realizadas,
-Que precisamos conhecer o custo de cada uma delas, visando uma boa administração e consequentemente a sobrevivência da pecuária leiteira.

- Conhecer as necessidades do solo e recuperá-lo, tornando-o cada vez mais fértil.


-Que, principalmente, a base para qualquer atividade é o Respeito e a Observação; 
no campo o respeito é devido às necessidades do solo, do ciclo das plantações,  às necessidades dos animais, das pessoas envolvidas.
 A observação é constante em cada uma dessas necessidades.

-Mostrou-nos principalmente o valor inestimável que tem a nossa propriedade. Eu por exemplo, julgava minhas terras insuficientes para implantar aqui a atividade, mas ele me convenceu de que tenho em mãos um excelente espaço, utilizando o sistema de pastejo  rotacionado.
         



Sistema de irrigação de pastagens


Pastejo rotacionado é a tecnologia utilizada para aumentar a produção de leite por hectare e a longevidade das pastagens que têm maior descanso, facilitando a rebrota, com a formação de touceiras. Há neste sistema menor incidência de plantas daninhas, uso de maior taxa de lotação, maior facilidade no controle de verminoses e carrapatos, melhor distribuição de fezes e urina dos animais, entre outras vantagens.




Este curso e os demais promovidos pelo SENAR e organizados pelo nosso Sindicato, têm o objetivo de elevar o nível técnico, social e econômico do Homem do Campo, auxiliando-o a utilizar de forma correta as tecnologias apropriadas às suas atividades, aumentando sua produção, produtividade e preservando o meio ambiente.
Contribuem para a profissionalização, integração e melhoria da qualidade de vida do homem rural.

 Sinto, no entanto que uma grande maioria de pequenos produtores rurais, devido ao envolvimento em suas atividades diárias, não possam participar desta aprendizagem que é fundamental para seu crescimento e o desenvolvimento da pecuária leiteira no país.                                                                                                                                             

domingo, 29 de abril de 2012

Abril...Quase Maio!


                                                                                                                                  
Uma brisa fria entra pela janela.
Bate a vontade de agasalho, de aconchego.                                   

É Domingo de abril, quase maio...
Penso no sol que hoje não chegou!                                                           
Até que é bom!


É um tempo para ficar quieto!
Pensar um pouco!
Descansar!




 Chocolate quente!
Um livro!
Uma tarde sob o edredom!
Silêncio interior! Paz!

sábado, 28 de abril de 2012

Um Lugar de Mato Verde

Mais de dez anos se passaram após eu ter saído daqui.
Era um sentimento muito estranho voltar a este lugar, outrora uma bela e próspera fazenda.
Depois de tantos anos, as lembranças estavam vivas, materializadas em cada recanto!



Imagem atual do  "meu lugar de mato verde"

Aqui meus filhos cresceram, tornaram-se adolescentes, adultos... podia ainda ouvir seus risos entre as paredes escurecidas pelo tempo, o riso alegre das minhas crianças!
Os fantasmas do passado também ainda viviam, os momentos de angústia ainda doíam!
A casa em completo abandono tornava mais vivos estes sentimentos sombrios.


Percorri cada comodo da casa, examinei cada móvel, cada objeto largado, tudo estava tão triste, empoeirado. Grandes teias trançadas pelas aranhas enroscaram-se em meus cabelos!
Senti um vazio tão grande!
Mas o velho  piso colorido da sala de jantar e o meu fogão de lenha na cozinha trouxeram uma saudade gostosa, havia esperança ainda!






Sai para o terreiro, o mato parecia querer entrar em casa!
As velhas laranjeiras no pomar estavam retorcidas,  secas e meu coração ficou dolorido novamente.
Lembrei-me de meu pai escondido entre os ramos carregados de uma delas, deliciando-se com as serras d'água pingos de ouro, que adorava.







                                                                                                                                                                            As cercas da propriedade estavam caídas, troncos de árvores apodrecidos por toda parte, não havia mais horta, nem jardim!
Da fazenda antiga restavam  apenas  a casa abandonada, o mangueiro, o estábulo, alguns galpões em péssimo estado de conservação,  poucos hectares de terra descuidada, uma vaca e um cavalo.



Um grande desanimo se apoderou de mim. Como iria cuidar daquele bem, sem recursos?
Poderia vendê-lo!  Não, não queria me desfazer dele!
Respirei fundo, haveria muito trabalho!
Dei a volta a casa.
O varandão em arco exibia seu piso gasto e manchado  de óleo diesel, mas a grande Sapucaia continuava ali, cheia de frescor e viço!
Novamente a esperança se renovou!  Eu precisava tentar, eu precisava fazer aquelas terras se tornarem produtivas novamente. Precisava ver minha pequena quinta retornar à vida!


                                                                           
Passaram-se sete anos desde o dia em que retornei.
Foi um tempo de muito trabalho realmente, mas minha família estava reunida.
Cada pedacinho de chão foi cuidado.  Pequenas lavouras de milho,  de cana, de ração para o gado foram plantadas. As pastagens foram renovadas ( hoje em sistema rotacionado ). Reconstruímos o jardim, o gramado, plantamos mudas nativas, cercas novas foram feitas...Muita coisa ainda há para fazer...
Foram dias difíceis, percebi que neste pais é quase impossível se viver da terra.
Ouvimos com frequência dizer que "em se plantando tudo dá".  É a mais pura verdade, nossa terra é abençoada,  porém é verdade também que a gente planta e fica perdido entre o custo altíssimo dos insumos e o valor insignificante que o produto alcança no mercado.




Além disso a natureza parece conspirar contra o produtor rural.
São pragas e intempéries: chuvas intensas que comprometem as safras de verão ou longos períodos de estiagem, que prejudicam o desenvolvimento das plantações.
Seria necessário desenvolverem-se técnicas para amenizar os impactos destes fatores naturais, mas não existe em nosso país uma política agrícola séria e eficaz. É o produtor que assume praticamente todos os riscos a que está sujeita sua produção e assim cresce o endividamento no setor.

Na cidade não se tem idéia do trabalho que dá plantar, colher, retirar o leite das vacas diariamente, cuidar dos animais, do solo.
Tudo está pronto nas gôndolas dos super mercados:  carnes, leite, manteiga, queijos, iogurtes, frutas, legumes, verduras, cereais...
Ninguém se lembra, no entanto, de quem produziu todo esse abençoado alimento que vai para  nossas mesas diariamente..

                

      

O homem do campo não estudou, mas sacrificou-se para mandar seus filhos às faculdades, formando médicos, veterinários, agronomos...
Para melhorar sua produção adquire implementos agrícolas, aprende novas tecnologias, aduba suas terras, compra sementes, insemina o gado. ..
Ele é a base da economia do país, mas não tem noção disso e não existe reconhecimento do seu trabalho por parte do governo e da sociedade.


Temo que esta personagem esteja em extinção!
Só mesmo o amor incondicional que tem pela terra pode justificar sua permanência na atividade, que o leva a procurar  novas tecnologias e estratégias para diminuir custos e aumentar a produção, sonhando com dias melhores, em que seus esforços sejam recompensados.




Quanto a mim, apesar de toda dificuldade estou feliz!
Encanto-me ao ver meus netos correndo livres por entre essas árvores e flores, que alimentam sua imaginação.
Sou feliz ao vê-los crescer em contato com a Natureza, com os animais, colhendo frutas no pé, plantando flores, chupando cana, sujando as botas no esterco do mangueiro, tomando leite ao pé da vaca.
Sou levada pelo meu romantismo, mas sei que preciso ter os pés no chão! Por isso estou me preparando para ir mais longe. Não quero, como pensei a principio apenas "um lugar de mato verde".
Quero que esta propriedade possa se auto - sustentar, que se torne próspera novamente.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sabe Aquele Amor...?


Sabe aquele Amor...?
Que nasce no seu berço?                                     
Que segue seus passos pela vida afora?
Que vem e que vai sem explicação?





Sabe aquele Amor ...?
Que em todos os momentos está em seu pensamento?
Que destrói sua capacidade de se equilibrar?
Que o paralisa e machuca seu coração?                                             



Sabe aquele Amor...?
Que quando você pensa que se acabou,
Retorna mais forte, mais intenso?

Sabe aquele amor...?
Que nos torna o mais feliz dos mortais,
Mas pode nos levar ao mais profundo
sofrimento?







Sabe aquele Amor...?
Acabou!
Mais uma vez!
Mas existe uma porta... entreaberta!   
                                                                                    






Sabe aquele amor...?  



      

quinta-feira, 15 de março de 2012

Nossa Velha e Querida Lorena

Uma nova onda de saudade chega sorrateira ao meu coração!

Lembranças doces de uma infância tranquila e uma adolescência cheia de sonhos, repleta de momentos alegres, descontraídos, sadios!
Minha velha e querida Lorena!       
Cheguei aqui ainda menina, com oito anos, na estação ferroviária.
Chegava para uma nova vida, ao lado de meus pais e irmãos! Cheia de expectativas!

Em frente a estação ficava o Hotel Guarany, que pertencia aos tios de minha mãe e onde papai iria trabalhar. Os tios eram espanhois, muito queridos e conhecidos na cidade: o tio Pepe e o tio Santiago.


Estação Ferroviária de Lorena- hoje Casa do Artesão
Sentia meu coração bater forte, tudo era novo e estranho para mim... sentia medo... mas aos poucos fui me afeiçoando a esta cidade, que nos acolheu, e em pouco tempo era como se aqui tivesse vivido toda a minha vida.

Eu me sentia livre, podia sair com a minha bicicleta pela cidade, sem medo. Andava pelas ruas nos dias de chuva (quando saia da escola), tirava os sapatos e vinha chutando as águas, brincando com elas, com prazer!  Deixava que a chuva me molhasse inteira, mesmo quando tinha um guarda-chuva. Chegava em casa "pingando",  mamãe ficava brava, me mandava correndo para um banho quente!
"- Vai ficar doente, Neinha!"

Igreja matriz de NS da Piedade.
Lorena da Sra da Piedade!
Situada entre a Serra da Mantiqueira e Serra da Bocaina,  debruçada no verde vale do Rio Paraíba do Sul!
Esquecida, travada em seu progresso pela incompetência dos seus políticos!
Quem conheceu Lorena há cinquenta anos atrás,  poderá notar que quase nada mudou.

São muito queridas as lembranças do Grupo Escolar Gabriel Prestes;
do catecismo no lar das Irmãs de Auxiliadora, no Largo do Rosário;
das missas na Catedral,...minha primeira comunhão;...
do meu querido colégio Arnolfo Azevedo,  que era abrigado pelo belissímo Casarão Conde Moreira Lima, no Largo da Matriz, e onde atualmente funciona a Casa da Cultura de Lorena.



Prefeitura Municipal e Biblioteca



Saudades da Biblioteca Municipal, também no Largo do Rosário, onde passei maravilhosos momentos da minha vida. Sinto que o magnifico casarão que a abrigava tenha sido demolido.

Rua das  palmeiras imperiais.
                               
Muitos anos vivemos numa casa modesta próxima à Rua das Palmeiras, grandes e queridos amigos ali fizemos: o Manoel, o Alan, a Heloísa, a Mazinha...a Maria Inês e a Bel, a Ludovina, a Angélica,...a Nancy, a saudosa Delizete, o Dagoberto...

Ah! Caminhar pela rua das Palmeiras diariamente... Meu pensamento voa e se detém em cada passo naquela avenida, vejo-me menina, tocando aqueles caules imensos, encantada com a imponência de seu porte.
Lorena, Terra das Palmeiras Imperiais!       

Não posso deixar de tornar a me referir ao meu amado Arnolfo Azevedo, colégio em que me formei e passei os melhores momentos da minha juventude!

Saudades da praça Arnoldo  Azevedo, com o chafariz de águas coloridas que dançavam ao som de lindas músicas, enquanto as mocinhas desfilavam no passeio, admiradas por seus "flirts". Onde foi parar aquele maravilhoso chafariz?
                               

O Nosso Cinema,  era programa obrigatório de Domingo; hoje não existe mais, virou Casas Bahia.
O CLUBE COMERCIAL DE LORENA era o point da juventude da época! Ficava numa esquina da praça, onde hoje se localiza o banco Santander.
Era onde íamos a bailes e "brincadeiras",  dançávamos, mas sempre acompanhadas  e severamente vigiadas por nossas mães, em posição estratégica, acomodadas na sacada acima do salão.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                   
                                                     
Naquele tempo  iniciei a minha carreira de "manequim".
Eu era uma garota tímida, insegura.
Quando me convidaram para participar de um "desfile de modas", pensei que deveria haver algum engano.  - "Quem? Eu? Tem certeza?"
Parecia um sonho! Desfilando pelo salão! Todo aquele "glamour", era o centro das atenções...eu... uma menina simples, uma modelo que não usava maquiagem, cabelos lisos e longos...

Uma queda imprevisível!

Não esqueço de uma vez,  quando descia os degraus do palco para  entrar no salão, uma torção no tornozelo me fez cair. Nem sei como tudo aconteceu em seguida. Era como se tudo tivesse acabado! Não haveria mais oportunidades para minha vida! Sentia uma vergonha imensa de todas aquelas pessoas que estavam ali!


Vi-me no vestiário, com muita gente ao meu redor. Diziam que não precisaria voltar ao desfile se não quisesse, mas eu havia assumido um compromisso, estava apenas começando o meu desfile. Enchendo-me de coragem, após me recuperar da dor, voltei à passarela!
Foi um momento inesquecível, cheguei a conclusão de que o Ser Humano é bom, é solidário! Via quase entre lágrimas, as pessoas, de pé, me aplaudindo.

A solidariedade contagiante!

A emoção foi indescritível! Daquele dia em diante, passei a confiar muito mais em mim e nas pessoas. Não tinha mais medo delas. Compreendi que as dificuldades têm que ser enfrentadas! Que cada um tem seus medos e inseguranças com relação ao outro, que como nos, têm suas fraquezas e defeitos, que também cometem erros e tropeçam como nós. O que importa é que quando for necessário estendamos as mãos para acolher.

A esta querida Lorena que me acolheu, o meu eterno agradecimento. Que eu ainda possa um dia retribuir a todo esse amor!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Aquecimento Global e o Homem do Campo

Tenho percebido, com muita apreensão, as modificações visíveis do tempo.
As chuvas tornaram-se escassas.  O calor está quase insuportável. Onde estarão as "águas de março"?
As folhagens  estão prematuramente amareladas, as tardes abafadas tornam-se escuras de repente, anunciando tempestades que se dispersam no ar, levando a esperança de vermos os campos banhados e verdes.
Estão  realmente  havendo mudanças climáticas no planeta!
O aquecimento global é uma realidade!  Mas quais seriam as causas? Ou melhor, os causadores?
Os homens?
Não existem provas cientificas de que o aquecimento global seja responsabilidade apenas do homem comum. Existem fatores como o movimento das placas tectônicas, vulcões, terremotos...



Acredito que as mudanças climáticas sejam consequência da ação de conglomerados industriais - que incentivam o consumismo, o desperdício, poluem e contaminam o ambiente -  e da falta de vontade politica..
Tentando se eximirem das responsabilidades, os governos e empresas tentam jogar sobre os ombros das populações a culpa de todos os transtornos causados pelas mudanças climáticas.







                                                  


Nunca a Natureza é tão aviltada como quando a ignorância supersticiosa tem a arma do poder.
                                                                                                                 Voltaire


Passivamente aceitamos essa culpa!   Pior, continuamos a aceitar os apelos da mídia,  a consumir muito mais do que aquilo que necessitamos para viver.





Cada dia a Natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome. 
                                                                           Mahatma Gandhi


Até o homem do campo que sempre foi respeitado por seu trabalho árduo e honrado, que produz o alimento sagrado e  necessário à nossa subsistência, hoje é visto  e tratado como um criminoso pelos governantes e ambientalistas. É  apontado como o vilão  do processo de degradação do ambiente. No entanto esta degradação se origina, como citado acima,  nas grandes  indústrias e latifúndios.
 

                                           


Estamos agora na iminência da aprovação do Novo Código Florestal Brasileiro, e eu me pergunto, acostumada que estou às arapucas que este governo nos  prepara: " que novas armadilhas estarão por trás dessa nova lei?"
Nosso país é imenso, um continente - podemos dizer -  o detalhamento da lei levará realmente em conta as características de cada território,  sua história, sua cultura, seu clima, sua economia, enfim, todas as suas diferenças e peculiaridades?
E  aos pequenos produtores rurais  -e entre estes me incluo - o que lhes estará reservado?
Necessitam  de apoio  para tornar suas terras mais produtivas, com a ajuda da tecnologia e de politicas econômicas mais justas; gerar lucros e sair da difícil situação em que se encontram.
É necessário que busquem orientação para se profissionalizarem, tornarem-se empresários em sua área.
O homem do campo deve ultrapassar suas porteiras, sair em busca de aprendizagem  para o desenvolvimento de práticas agrícolas que diminuam a emissão de gases de efeito estufa, como por exemplo a  fixação de carbono no solo através da adubação verde, transformar o gás metano em energia; encontrar subsídios que lhe permitam crescer e contribuir para livrar nosso planeta das grandes catástrofes que o ameaçam.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Literatura: Uma Grande Paixão

Minha relação com a literatura é de longa data!   È uma paixão que  nasceu comigo!  Não tenho lembrança de que alguém lesse estórias para mim, lembro-me  no entanto, que à noite com meu irmãozinho no colo, sentada na cadeira de balanço, cantava e inventava estórias para ele dormir. Quase sempre dormíamos os dois. Eu tinha apenas 6 anos!






  "Sempre que se conta um conto de fadas, a noite vem"
                                                              Clarissa  Pinkola Estés






                                                                                                                                                                                      Não tínhamos livros em casa, e era uma festa quando íamos visitar vovó Armênia, - minha amada e saudosa vovó Ninha -  ao lado da casa dela moravam o tio Pepe (José), tia Jacira e meus cinco primos: Jaira, Jairo, Janira, Jair e Janete. Aquela casa simples era um paraíso para mim, além de ter tantas crianças para brincar, eles possuíam uma enorme quantidade de gibis. Eu ficava encantada com as aventuras do Cavaleiro Negro, Capitão Marvel, Capitão América, Mandraque, Búfalo Bill, Super Man, Tarzan, O Pato Donald, Mikey, Pateta... as revistas nosso Amiguinho, Grande Hotel...           





"Os livros são os mais silenciosos e constantes amigos,
os mais acessíveis e sábios conselheiros e os mais pacientes professores."      Charles W. Elliot                   


                                                    
     "O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive." 
                                Pe. Antônio Vieira 








"Acho a televisão muito educativa, todas as vezes que alguém liga o aparelho, vou para outra sala e leio um livro."
                                                              GrouxoMarx










"Escrever é gravar reações psíquicas.
O escritor funciona qual antena e disso vem o valor
da literatura. Por meio dela, fixam-se aspectos da 
alma de um povo ou pelo menos, instantes da 
vida desse povo."
     Monteiro Lobato


O tempo passou,  mudamos para Lorena.
Logo descobri a Biblioteca Municipal, que funcionava no velho casarão da praça da igreja do Rosário - infelizmente foi demolido.
A bibliotecaria era a saudosa D. Zenaide, eu era visitante de quase todas as noites e ela me recebia sempre com carinho,  atendia-me em minhas pesquisas escolares e tinha sempre um novo romance para indicar.  Sentia, naquele lugar, como se pudesse adquirir toda a sabedoria daqueles livros só em olhar para eles nas prateleiras, coloridos, enfileirados com organização e capricho.


                                          
                                                                                           

Foram livros e mais livros,incontáveis... a todos eu lia com prazer, e em todas as horas possíveis. Lembro-me das inúmeras vezes em que mamãe ia ao meu quarto me  dizer para ir dormir e eu apagava a luz e acendia uma vela, para continuar lendo sem que ela percebesse. Creio que foi a partir desses livros que eu construí a minha felicidade.
             

Dizem que nada acontece por acaso, e nisso eu tenho que acreditar. Depois que me casei , não havia mais tempo para me dedicar a leitura. Havia muito trabalho, muitos  filhos, a corrreria do  cotidiano! Mergulhei de cabeça naquela  minha opção de vida.
Meus filhos cresceram, meu casamento estava acabando.  Foi quando uma amiga que estudava as Cartas dos Anjos,   disse que  eu tinha uma missão,  que estava relacionada a muitos livros... Perguntei-lhe onde eu poderia buscá-los.  Ela apenas respondeu: "- Eles virão até você!". E os Anjos disseram amém!



                        




Quando meu casamento acabou, resolvi  passar algum tempo em minha casa em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Foi uma fase deliciosa! Caminhava em todas as manhãs pela praia,  cuidava de minha casa, de meu pequeno jardim e lia meus livros tranquilamente.
Mas em pouco tempo eu já estava querendo fazer algo que fosse útil a alguém.


 
Eu e meu filho José Ricardo




Apareceu a oportunidade de criar o Núcleo de Educação Ambiental, e com ele veio uma vasta bibliografia.  Em seguida surgiu a idéia de prestar um concurso para professores, e muitos livros vieram!  A biblioteca mais uma vez se ampliou com a aquisição dos livros para o vestibular.
 Com o exercício do magistério e com a Faculdade, cresceu mais ainda e depois mais com a pós- graduação. E os livros continuam chegando. Que sejam benvindos!

                          












É o que você lê quando não tem que fazê-lo que determina o que você será quando não puder evitar.
                    Oscar Wilde
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